jul 29 2010
POR Stachon
Nenhum Comentário
TAGS

em Sem categoria

Nas ultimas décadas ocorreu uma grande mudança estrutural familiar. Agora modelo tradicional pai/mãe/filhos acaba muitas vezes não existindo, temos famílias que são somente pai e filha, avós e neto, mãe filho e avó.

Esse novo cenário social afetou a publicidade. Um exemplo disso ocorreu no começo desse ano, a campanha da Vivo “Planos Vivo Você – Favoritos”, aquela que o pai explica para a filha que não vai mais morar com ela mas que os dois estarão sempre unidos e que através de conversas pelo celular o pai está presente na vida da menina em várias situações. O que ela quer transmitir? É a idéia de que o telefone irá substituir a presença física do pai ou de que irá facilitar o contato e diminuir a distância que a separação irá causar?

O fato é que isso gera muita discussão e opiniões divergentes. Os que defendem a idealização de uma família feliz e tradicional, nos padrões. Outros que preferem as novas situações presentes na sociedade -- a mãe solteira, o pai separado.

O que o consumidor quer? Idealizar a marca ou se identificar com ela?

Postado por: Maryane Colombo

jul 28 2010
POR Stachon
Nenhum Comentário
TAGS

COLABORAÇÃO MODÉSTIA À PARTE

em Sem categoria

20060208105103Colaboração é soma.

Evita complicar o que é simples, a interrupção do trânsito de idéias e ações. A máxima vale para o atendimento e qualquer outro departamento de uma agência. Para qualquer outro setor profissional. Bom ter isso em mente.

 A boa vontade tem força para transformar o principal: pessoas e resultados.

Para ter uma medida basta pensar que atitudes coletivas são atitudes inteligentes, desde que voltadas para uma meta positiva. Individualismo é pedra no sapato.

O equilíbrio pessoal, emocional e profissional é apontado como um dos principais fatores de satisfação no trabalho e na vida. Mas nem todos conseguem desenvolver esta competência no dia-a-dia ou a todo tempo. Independente da área, o profissional tem de saber que já não conta mais apenas o desempenho isolado- aquele que se torna barreira e passa a atravancar outros setores.

A produtividade é mais eficiente quando gera resultados de qualidade para toda a empresa e valor.

Empresas, clientes e profissionais passaram a reconhecer uma outra postura: a de cooperação, processo interativo no qual se ajuda na construção e se é construído por ele.

A colaboração ajuda a definir escolhas inteligentes com responsabilidade e conquistar o respeito nas relações. O que é fundamental.

 Isso vale para todos. Básico é lembrar que nesta cadeia a interação vai rumo ao encontro da assertividade e do equilíbrio. Afinal, inteligência é ter conhecimento para administrar a informação.

 A questão é uma só e desperta paixão em quem se habilita a respondê-la: Quantas pessoas você admira porque agem com inteligência e boa vontade na maior parte do tempo?      

Postado por: Fellipe Machiavelli

jul 27 2010
POR Stachon
Nenhum Comentário
TAGS

As várias línguas do atendimento

em Sem categoria

Como falar de tudo e com todos dentro e fora de uma agência de publicidade? O que nos faz pensar nisso é quando vemos que não existe uma única maneira pela qual todos nos entendam e nos atendam. Não há uma fórmula que se possa seguir e que funcionará sempre. Precisamos ter “jogo de cintura” para lidar com pessoas e situações.

Analisando um pouco os departamentos de uma agência (criação, mídia, produção gráfica, atendimento e por aí vai…), percebemos que cada um deles – e, dentro deles, os profissionais que os compõem – exige de nós uma linguagem específica para abordar determinados assuntos. Precisamos saber exatamente como falar, como agir e como abordar. Trabalhar quase como um psicólogo. Com alguns, uma troca de ideias; com outros, falar exatamente o que se quer. Tem o povo para deixar o assunto mais aberto, mas tem também os que demandam uma discussão mais a fundo. E é aí que o bicho pega, pois, no meio da correria do dia a dia, dos jobs de última hora, das estratégias a serem boladas, do operacional da conta, encaramos vários pequenos desafios que exigem postura e raciocínio de abordagem diferentes a cada 5 minutos. Com os clientes a coisa não é muito diferente. Talvez um pouco mais tranquila. Não a cada 5, mas a cada 10, e por telefone, entre uma reunião e outra.

A diversidade de clientes é outro fato que deve ser levado em conta. Isso porque um é varejo, ele não quer saber de teoria, precisa ser prático, direto, rápido, sem meias palavras. O outro é institucional, precisa que seja contada toda a história da arte e da propaganda, quer que o atendimento defenda as peças de forma a explicá-las, de onde vieram, para onde vão.

O industrial trabalha com padrões rígidos, de produção, de criação, de pensamento.

O do ramo alimentício necessita um cuidado específico com relação à imagem; seus produtos são sua vida e alguns estão na fase de aprender com a agência.

Tem também o comunicador, que quer ser encantado, surpreendido a cada reunião (sempre um verdadeiro show).

Existem os carentes, que precisam de uma atenção especial de tempos em tempos, mas que no contexto em geral precisam ser freados para que não se tornem um trem desgovernado com tanta demanda.

Cada um, agência ou cliente, necessita uma forma diferente de se trabalhar. Um ritmo. Com alguns podemos ser mais extrovertidos, já com outros precisamos ser mais técnicos, altamente explicativos, sempre falando a língua que cada um entende. Sem contar que o ouvir também é uma prática importante. Procurar entender o real significado das palavras, prestar atenção, medir e analisar o que falamos, com quem falamos antes de alguma ação, saber quando demonstrar ou não algo que agrada ou desagrada.

O fato de sermos profissionais de comunicação exige habilidades mínimas de relacionamento, e falar essas línguas com clareza é parte integrante do papel do atendimento.

Postado por: Renata Mendes

jul 23 2010
POR Stachon
Nenhum Comentário
TAGS

Lições para o Atendimento moderno

em Sem categoria

A cada dia que passa fica mais claro que o atendimento “Amigão” é uma espécie em extinção. Palestras e relatos de gurus da comunicação mundial colocam o ser atendimento como algo primordial para qualquer agência que queira dar certo; não preciso ir muito longe para citar alguns exemplos: Cannes 2010, Chuck Porter – um dos fundadores da CP+B.

            Atendimentos Ninja. São eles os responsáveis por fazer o trabalho ganhar vida.”

Ou, ainda, Márcio Santoro, sócio e vice-presidente executivo da agência África:

            “Leva e traz das agências? Não, o profissional de atendimento passa a ser elemento de integração.”

Mas do que se trata o maldito atendimento ninja, o elemento de integração?

Pra começar, é importante entender que agência de propaganda não é um clubinho da alegria cheio de gente descolada, é uma empresa; e, como qualquer outra, precisa dar lucro. O fator empreendedorismo e farejador de oportunidades precisa estar ligado diariamente no profissional que está à frente do processo.

Liderar projetos que envolvem várias pessoas sem mandar em ninguém não é uma tarefa fácil; para isso, é preciso ter um senso de liderança aguçado, entender de comunicação como um todo, ser multidisciplinado, ser um pouco mídia, um pouco produtor, um pouco criativo, enfim, de tudo um pouco. Ter equilíbrio emocional para trabalhar sob pressão e responsabilidade extrema; e, ao mesmo tempo, ser louco e corajoso o bastante para manter o nível altíssimo de ousadia e criatividade em cima das contas que administra.

É preciso ser parceiro das pessoas com quem você trabalha. Se, por sua culpa ou não, a equipe vai virar a noite para resolver um problema do SEU cliente, caia de cabeça junto. Não é porque não vai ajudar efetivamente na produção da campanha que você vai puxar o carro e torcer para que tudo dê certo. Fique junto, certifique-se de que tudo vai ficar pronto e, de quebra, use o resto do tempo para bolar uma apresentação criativa, para que toda a energia investida nesse trabalho não tenha sido em vão.

Gere conteúdo inteligente em seus briefings, pois as pessoas só vão começar a prestar atenção no que você fala e escreve quando sentirem que você tem algo relevante a dizer.

Quando um atendimento passa muito tempo atendendo um mesmo cliente, acostuma-se a escrever cada vez menos em seus jobs; primeiro, porque os calendários se repetem e, depois, por julgar que os demais profissionais da agência já sabem o que você tem para falar. Vai aqui uma novidade: apesar de você fazer a mesma ação ano após ano, o mundo muda todo dia.

Antecipe-se aos cenários. Organizar a vida dos seus clientes em relação à comunicação vai ajudar muito no desenvolvimento do trabalho. Só dessa forma os imprevistos vão ser encarados como imprevistos e serão menos dolorosos para todos.

Comece a encarar o resultado do trabalho da equipe como resultado do seu trabalho. Se você não concorda com o que está apresentando, nunca vai conseguir convencer outra pessoa de que aquilo é bom. Questione o que está sendo apresentado a você, pergunte de onde aquilo surgiu, apaixone-se pelo trabalho e defenda-o com segurança, dados e muita referência.

Torne-se uma dupla do planejamento sempre que for possível. O planejamento tem por essência pensar na contramão do que todos estão pensando.

Discuta e entenda por que a mídia selecionou os veículos propostos. Isso vai ajudá-lo a fugir dos gostos pessoais do seu cliente – que vão agradá-lo, mas que não vão trazer resultado algum para ele.

Homens e mulheres de negócio, líderes, comunicadores, entusiastas, psicólogos, seres imprescindíveis para a vida de seus clientes e de seus colegas de trabalho, esses são alguns pré-requisitos para um bom atendimento.

Por: Fernando Gonçalves

jul 20 2010
POR Stachon
Nenhum Comentário
TAGS

Alguns problemas a serem resolvidos pelo profissional de Marketing

em Sem categoria

Desempenho da figura que deveria ser chave nas organizações ainda deixa a desejar

Ser profissional de Marketing hoje em dia não é tarefa fácil. São muitos os desafios. E a cada dia surge mais um. Como lidar com a pressão dos acionistas por corte de custos e aumento de lucro no curto prazo? Como agradar o cliente? Como comprovar o retorno de investimento em Marketing? Como inovar? Como engajar o consumidor? Como ativar o produto no ponto-de-venda? Como entender as tendências que terão impacto no seu negócio? Como reagir ao concorrente? Como? Como? Como?

Isso parece até um pesadelo, mas ainda há espaço para muitas perguntas. Para além destes e de outros desafios, no entanto, o primeiro deles é interno. Mais exatamente com o próprio profissional de Marketing. Se esta peça que deveria ser uma das principais dentro de uma organização deixa de funcionar como deveria, toda uma companhia corre o risco de ficar para trás. E é isso que vem acontecendo. Casos de sucesso têm origem ou passagem pelo Marketing, assim como os de fracasso.

O principal problema mora no ego de alguns profissionais do ramo. Os mais velhos acham que já sabem tudo, mas mal conseguem enxergar as mudanças pelas quais o mundo passou e que estão a sua volta. Já acertaram muito em suas ações e nada os detém. É assim, sempre foi assim, e vai continuar sendo assim. Mudar, para que? Alguns são perdulários com foco na mídia tradicional. Escondem-se atrás de fórmulas que seus pares tentam a toda maneira manter como imutáveis.

Velhas questões
Há os mais jovens também que ainda não tem a bagagem suficiente, mas acham que já viajaram meio mundo e seguem cometendo os mesmos erros da geração anterior. Em comum, desde estagiários e analistas até diretores e vice-presidentes, eles agem como consumidores ao desenvolver suas estratégias e ações mercadológicas. O assunto é muito conhecido, mas pouco debatido porque muitos ainda pensam assim. Agir de acordo com seus gostos particulares não é Marketing. É um desastre.

Já falamos aqui que o profissional de Marketing deve ter uma visão holística. Mas, infelizmente, muitos são míopes. Não enxergam nada além do seu umbigo. São celebridades. Líderes do passado. De um mercado que não existe mais. Alguns simulam inovar entrando em modismos. Fazem mais é espuma. E por que continuam? Porque o compromisso, cada vez mais, é com o curto prazo. Em média, um profissional de Marketing não fica mais do que dois anos em uma empresa.

É o tempo necessário para pegar uma onda, surfar, e depois abandonar o barco à deriva. Já não fico mais surpreso ao conhecer casos de empresas que estão engatinhando em segmentação, relacionamento com o cliente e no universo digital – para citar apenas alguns problemas. Afinal, realizar trabalhos eficientes nestas disciplinas exige tempo e estudo, dois artigos de luxo para alguns. É muito mais fácil fazer uma mega campanha publicitária oca que vai colocar a marca em evidência e as vendas, pelo menos, não vão cair.

A situação a que chegamos não é única e exclusivamente de responsabilidade do profissional de Marketing. Vocês sofrem pressão do CEO, do CFO e do conselho. Mas já ouvi de muitos de seus pares que dobram os CEOS e a diretoria. Que são parceiros de negócios. E conseguem isso porque são pessoas, principalmente, inovadoras, pensam como profissional e não agem de acordo com seus gostos pessoais.

Não se trata de perda de princípios. Pelo contrário. É o caso de profissionais abertos para o novo, para aprender, que são universais e que ouvem. Que olham ao seu redor e que veem um mundo muito maior que o seu próprio umbigo. Que arriscam. Que, mesmo com experiência de uma vida inteira, são humildes. Simples. Abertos. Esse é um bom profissional de marketing. Qual deles você que ser?

Fonte: Por Bruno Mello, do Mundo do Marketing | 20/07/2010
bruno@mundodomarketing.com.br

Postado por: Fernando Gonçalves

jul 08 2010
POR Stachon
Nenhum Comentário
TAGS

O que aprendi com Lady Gaga

em Sem categoria

Acordo cedo. Estou aprendendo a ser pai de uma adolescente de 13 anos que começou a morar comigo, e o projeto de uma grande mulher precisa estar na aula às 7h30 da manhã. Graças a ela estou na Getz por volta das 8h. Graças a ela que, por ter tempo até o início do expediente, lhes presenteio com mais essa pérola filosófica.

A convivência com uma menina dessa idade tem me colocado em contato com um mundo novo. Com gírias, maneirismos, ídolos, músicas, moda e uma sorte de referências que, ao primeiro momento, podem parecer o novo, mas são apenas novidades, meio que parafraseando Retamozo em uma de suas visitas aqui na agência, um criador das antigas e dos tempos dourados que ganhou cabelos brancos, mas nem de longe deixou o viço das grandes ideias sair de perto.

Já fui um jovenzinho. Passei por boa parte dos dramas que um adolescente normal passaria, tirando o fato de minha garota ser filha de pais separados e ter perdido as avós tão cedo. Ela, com certeza, é bem mais forte e tem tudo pra ser bem melhor que eu. Tive ídolos, bandas prediletas, inventei muita moda.

Onde quero chegar com isso? Ao título deste artigo.

Lady Gaga é um dos maiores fenômenos musicais e artísticos dos nossos tempos. Ela é o novo. Tudo nela parece fresquinho. Suas músicas parecem que foram inventadas por algum extraterrestre, e seu clipes… Ahhh, os seus clipes… Esses nem se fala. São pura inovação.

Será? Talvez.

Lady Gaga é um fenômeno porque soube usar com maestria o que todos estavam cansados de ver, juntou tudo de forma genial e sem perceber o mundo todo olhou aquilo como algo, digamos assim, novo. Comparam Lady Gaga a Madonna. Nada a ver. Madonna ralou! Lady Gaga surgiu! Madonna dependia da TV. Lady Gaga da internet, das redes sociais. Madonna teve infância pobre. Lady Gaga é bem nascida. Madonna retratou sua rebeldia e sua excentricidade em suas músicas e em seu visual. Lady Gaga usou a observação pra montar sua personagem.

Em seu clipe Telephone, Lady Gaga abusa de clichês e estereótipos. Grafismos de época e edição simples, mas com fotografia e direção impecáveis.

Resultado? Fama. Sucesso. Paparazzi. Dinheiro!

Ver Lady Gaga nos tira da zona de conforto justamente por esfregar em nossos olhos, não o que nunca vimos, mas o que estava na nossa Poker Face e nunca percebemos.

Enfim, o que aprendi com ela? Que mais vale ser genial que, digamos assim, “novo”.

Muita gente que embarca em uma agência de publicidade é cobrada pelo “novo” o tempo todo. Sofre e se frustra por nunca encontrá-lo. Se nosso amigo, o homem da caverna, quisesse criar o carro antes da roda, teria a mesma sensação de fracasso. Ele não teria recurso pra tal feito. Fazer a roda foi apenas um ato genial de usar o que havia ao redor. O carro não nasceu pronto. Ele é o resultado da junção de vários recursos que, ao longo do tempo e para os mais diversos fins, foram surgindo. Nós, publicitários, deveríamos fazer exatamente isso com nossas campanhas: ser mais observadores e aglutinadores do que criadores. Pense nisso. Relaxe! Use o que o mundo já lhe disponibiliza. Aproveite. Está tudo aí, prontinho pra ser juntado. Psiu… Tá ouvindo? LADY GAGAAAAAAAAAA!

Ricardo Mercer


jul 06 2010
POR Stachon
Nenhum Comentário
TAGS

Dr. Martens: Lilac Wine

em Sem categoria

Para celebrar os seus 50 anos a marca Dr. Martens pediu a 10 artistas para regravarem músicas consideradas por eles cult e representantes do espírito da marca. E chamou 10 diretores para fazerem o videoclipe destas versões. Confiram abaixo:

Fonte: Paula Rizzo

Postado por: André Camlot

jul 02 2010
POR Stachon
Nenhum Comentário
TAGS

Ação Red Bull

em Sem categoria

Red Bull: carro de F1 nas ruas de Londres

Esta manhã, mais precisamente às 5 da manhã de Londres, o piloto de F1 Mark Webber dirigiu o seu Red Bull no Parliament Square e seu pit stop bem na frente do Palácio de Westminster (Casa do Parlamento).
Não acredita? Confira abaixo o vídeo que documenta a ação:
 
 
Postado por: André Camlot
Fonte: Paula Rizzo
jul 01 2010
POR bruno
Nenhum Comentário
TAGS

Pablo Perón na Getz

em Sem categoria

O argentino Pablo Perón é o novo contratado da equipe Getz, acompanhe a saga deste novo integrante em tempos de copa do mundo.

Assista

jul 01 2010
POR Stachon
Nenhum Comentário
TAGS

O Viral

em Sem categoria

O Grupo Pão de Açúcar – por um azar tremendo – teve nessa semana um anúncio veiculado na Folha de São Paulo agradecendo muito a participação da seleção brasileira nessa copa, mas que dessa vez não tinha dado e que tudo bem, pois somos brasileiros e não desistimos nunca.
2014 é logo ali.
Tudo certo. Tudo lindo. Se não pelo fato de a seleção continuar lá. Jogando o que pode ou o que sabe pra se manter viva na competição. O fato de esse grupo ser o patrocinador oficial e o dinheiro investido mostram que Abílio Diniz acredita mais nessa seleção que qualquer brasileiro na crosta deste país.
Mas o fato é que, por engano do jornal, o pessimista anúncio estampou suas páginas.
Acima, nada de novo. Apenas fatos de uma semana conturbada em Sampa.
Trocando e-mails aqui na agência com meus sócios Maurício, Lu (que começou toda essa história de e-mail) e Stachon a respeito do ocorrido e imaginando o verdadeiro “bafo” entre cliente, agência e jornal, chega um e-mail do Stachon dizendo apenas o seguinte: “é um Viral”.
Quando li, meu mundo começou a ser totalmente repensado. Lembro-me bem de uma época em que qualquer assunto, conversa, fato ou notícia se resumia a apenas duas palavras. Verdade ou mentira. Se era verdade, todos acreditavam. Se era mentira, sempre tinha alguém pra ir atrás da verdade e arrastar ela pelos cabelos, muitas vezes aos berros, pra dentro da conversa. Era simples assim. Agora não. Hoje existe a verdade, a mentira e o Viral. O Viral é a dúvida financiada. É a pulga atrás da orelha. É a incerteza do que vem depois da morte. É um inferno. Mas é também uma saída pra situações em que não convém faltar com a verdade, mas também mentir seria demais. Querem ver?
Marido infiel ao lado da amante é flagrado na cama pela esposa.
Esposa: Marcos Augusto! O que é isso???????????
Marcos Augusto: Um Viral, Ana Cristina.
Nesse momento, Ana Cristina para por valiosos segundos pra entender se aquilo é verdade, mentira ou se é realmente um Viral. Tempo suficiente pra amante colocar a roupa, Marcos Augusto tomar uma ducha e sair daquela situação, no mínimo, incômoda. Quando Ana Cristina voltar a si, aquilo realmente vai parecer coisa da cabeça dela e eles serão felizes até o próximo Viral.
O Viral é legal. O Viral é moderninho. Mas o Viral começa a me irritar. Uns anos atrás, era divertido cair em um ou outro. Agora, toda santa estratégia publicitária Viralizar é de encher os “pacovás”, como diria minha vó, que morreu justamente por uma dessas Viralizadas que dão no inverno.
Em um almoço de negócios recente, e com esse assunto em baila, um cliente me disse a seguinte frase: “Mais do que nunca, devemos selecionar muito bem nossa fonte de informação”.
Voltei pra agência pensando: “Por que a Lu faria isso com a gente?”

Ricardo Mercer

Sobre a Getz »»

Na Getz, trabalho também é prazer.
Quem está aqui sabe a força de um bom improviso e tem que estar sempre pronto para uma Jam Session.

Rua Joaquim da Silva Sampaio, 136
41 3028-8200 | CEP 80710-630
Mercês | Curitiba | Paraná