out 10 2009
POR Stachon
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Tempo do Sujeito + Tipping Point + HumanKind | 1 de 4

em Planejamento

Nos planejamentos que tenho participado encontrei uma excelente fórmula para achar um bom insight, conceito até mesmo um eixo criativo: Juntar o modelo Humankind da Leo Burnett com a teoria do Tipping Point (Malcolm Gladwell) e o Tempo do Sujeito de Jacques Lacan

Estou escrevendo um artigo sobre esse método e publicarei em poucos dias. Ficou interessante. Os resultados são rápidos, práticos e surpreendentes.

Para melhor compreensão do texto, recomendo a leitura da matéria que saiu no CHMKT sobre HumanKind com Iliyan Stoychev, a leitura do livro Tipping Point, disponível na Saraiva e a leitura do texto O tempo lógico e a asserção da certeza antecipada, do livro Escritos.

Para não parecer um devaneio interminável decidi resumir meu pensamento em 4 posts.

Esse primeiro resume minha teoria em 3 partes

Parte 1: Tipping Point (TEMPO ANTROPOLÓGICO) – Tem o propósito de analisar e diagnosticar o momento certo antropológico do ambiente capaz de quebrar uma estabilidade humana e desencadear uma epidemia (comunicação) e

scolhendo os agentes de transmissão corretos.

Encontrar o Tipping Point da ação é encontrar momentos oportunos que estão prontos e esperando que alguém se manifeste a aperte o botão vermelho.

Podemos entender facilmente Tipping Point quando estudamos a campanha de Obama. A instabilidade estava em comandar o grito da mudança (Yes we can). A estratégia que primeiro realmente propôs uma mudança radical para problemas e resultados radicais. Essa é uma das razões do sucesso da campanha.

Parte 2: Lacan (TEMPO DO INDIVÍDUO) – Serve para encarar o consumidor final e descobrir o verdadeiro Tempo do Sujeito capaz de potencializar a decisão final do cliente e levá-lo a uma ação. Leva o planejador a perceber que cada ser humano possui seus tempos certos para absorver algumas mensagens. Por exemplo, um garoto de 8 anos não entende nenhuma piada quando o sujeito é o Leão do Imposto de Renda ou a sogra. Ou, consegue absorver melhor um comercial de biscoitos recheados em que o produto é um humano com cabeça de biscoito (Traquinas)

Parte 3: HumanKind (CONTEÚDO) – Tem o objetivo de descobrir o conteúdo humano pertinente da mensagem capaz de atrair os olhos do consumidor e disponibilizar uma reação de comportamento. Muito útil a teoria da Leo Burnett, mas deve ter muito cuidado para que não vire um produtor de chavões.

Com as 3 partes juntas o planejador prepara um eixo mais forte, rico e pertinente no contexto da vida do consumidor final. Como disse Oliveto: “muitos publicitários consomem como informação mais publicidade do que vida real e a partir daí começam a colocar publicidade em vez de vida nos seus trabalhos.”

Stachon

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