nov 18 2009
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Mulher de quatro seios

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O conto é a forma narrativa, em prosa, de menor extensão. Entre suas principais características, estão a concisão, a precisão, a densidade, a unidade de efeito. O conto precisa causar um efeito singular no leitor; muita excitação e emotividade. Confira abaixo um conto chamado ‘Mulher de quatro seios’, do nosso redator Wagner Mafuzo. Excelente, rico em detalhes, expressivo e instigante; com a garantia de boas risadas no final.

Mulher de quatro seios

I

moulin rougeRoberto acabava de sair de uma reunião com os presidentes da empresa e, prestes a entrar no estacionamento onde deixara o carro, ouviu o porteiro-segurança-garoto-propaganda berrar da calçada em frente ao puteiro: “venham conhecer a incrível mulher de quatro seios”. E não resistiu.
Passou pela pesada porta revestida de couro negro e botões dourados e foi saraivado pelas luzes multicoloridas que vinham refletidas dos pedaços de vidro colados nas paredes. No palco, uma mulher dançava sensualmente, vestida apenas com um boné do MST e tinha um regular par de seios: não era a atração principal.
Apoiou-se no balcão e pediu uma dose de uísque. De repente, o encontrão lhe tirou o fôlego. O susto foi ainda maior ao ver que o desastrado era seu chefe.

- Que bom te ver, Roberto!
- Também é bom…
- Preciso que você vá até o meu carro!
- Carro?
- É, sabe, veículo motorizado? Risada. Esqueci os malditos charutos no banco traseiro. E não demore.

Cabisbaixo, ele atravessou a multidão, desviou olhares que sequer o notavam e encontrou uma noite esquisita lá fora. O carro não estava longe. Guardou os charutos no bolso do blazer e, pela janela, viu uma agitação de braços, vozerio, assobios. “O show” – disse. Alcançou a janela seguinte, viu uma pontinha de braço; esticou-se, uma pontinha de seio; e os outros três? Eu preciso ver os outros três! Correu até a entrada, mas o aglomerado de gente havia se formado. Empurrou, cutucou, acotovelou. Finalmente, quando ia passar pela porta, o porteiro-segurança-garoto-propaganda berrou:

- 20 reais.
- Eu saí para pegar charutos no carro do meu…
- 20 reais.
- Eu… Eu quero falar com o gerente.
- Risada. Gerente? O gerente sou eu quando fico bêbado!

Deu-lhe o dinheiro e entrou, levando um tapa na cara do ar quente e azedo que vinha de contra ele. Olhou imediatamente para o palco, mas as luzes já estavam apagadas…

Outro encontrão. Novamente o chefe.

- Então, pegou os charutos? Por que não esperou a apresentação? Risada. Perdeu os mais lindos, digo, maravilhosos, quatro seios que já vi em toda a minha vida. Maravilhosos!
- Preciso ir ao banheiro…
- Cadê os charutos?
- Preciso ir…
- Ela fez malabarismo com facões árabes, Roberto. Sabe o que isso significa? Peitos balançando, os quatro balançando. Risada. Na firma ou na vida, você sempre perde as melhores oportunidades. Risada.
- Preciso ir ao banheiro…

Saiu atordoado, sem entregar os charutos. No banheiro, encarando-se no espelho, virava o rosto lentamente de um lado a outro. Parecia ver o sangue desaparecer e a palidez se aproximar como uma onda tranqüila. Mas nada havia de tranqüilo. Pegou o celular e ligou para a esposa.

- Eu vou matá-lo! Juro que eu vou matá-lo!
- Meu Deus! Do você está falando? Como descobriu…?

Desligou o telefone. Passou pelo chefe e, olhando fixamente para a porta, entre os dentes, disse “vou buscar os malditos charutos”.
Sentou-se no banco do motorista, ajustou o espelho e o banco, colocou o cinto de segurança, ligou o carro e, calmamente, saiu do estacionamento. Duas quadras do puteiro, invadiu a calçada e atingiu o muro de uma casa abandonada. Com a batida, um revólver pulou de dentro do porta-luvas. Inclinando-se para frente, através do pára-brisa, dirigiu ao céu um olhar de gentil agradecimento. Andando rente aos muros, pensou “agora sim o desgraçado leva fumo” e sorriu.
A poucos passos, o celular tocou.

- Você ainda está no puteiro? Estamos a caminho daí…
- Quem está falando?
- Rafael. A tua mulher me ligou…
- Ligou? Por quê? Como sabe que estou num…?
- Eu vi você entrando aí depois da reunião. Por favor, ouça…Ela me disse que você sabe…
- Sei o que?
- Ela disse que você quer me matar!
- Quero te matar?
- Foi apenas uma vez, eu juro. Quando planejamos aquela festa surpresa no ano passado. Ela disse que estava carente, eu tinha bebido um pouco…
- Mas que porra é essa? Seu…seu…. Agora eu vou matar os três.
- Que três?

II

- A casa já está vazia.
- Não faz mal, só quero acertar uma conta…
- São 20 reais, chefia.
- Dessa vez eu vou ter um desconto!
- Ninguém tem descon…

O revólver reluziu em sua mão direita, estranhamente firme, decidida. Pressionou-o contra a barriga do porteiro e disse “entra, desgraçado”. Lá dentro, em meio aos berros, levou os funcionários, garotas e bêbados para o banheiro.

- Que loucura é essa? – perguntou o chefe, pálido.
- Cala a boca! Você fica pra fora.

Sorriu para o porteiro e disse:

- Você vai me pagar 40 reais para entrar nesse banheiro, chefia.
- Eu não tenho…
- Me dá a tua carteira, filho da mãe!

Pegou o chefe pelo braço e ambos sentaram-se no balcão.

- Abra a boca.
- O que?
- Abra a boca.

Acomodou o revólver dentro da boca do chefe, mas, quando ia apertar o gatilho, o amigo e a esposa entraram, desesperados.

- Meu Deus! O que você está fazendo? – berrou a mulher.
- Isso está ficando cada vez melhor!
- Larga isso, Roberto – disse o amigo.
- Quem é você para me dizer…?
- Por favor!

Tirou o 38 da boca do chefe.

- Sabe o que você vai fazer agora, querido chefe? Vai preparar um Manhattan e depois uma caipirinha! Ou melhor, vai fazer tudo que tem no cardápio. Já!

Virou-se.

- Você, vagabunda, suba no palco…

A esposa ficou congelada. Ele disparou contra a porta e berrou “vamos, porra!”; as veias do pescoço tinham a espessura de um dedão. O chefe preparava a bebida, ela subiu no palco, tremendo.

- Agora vai tirando as roupas. E devagar, com sensualidade. Não é uma vagabunda que você é?

Ela começou a chorar. O amigo interveio, mas ninguém entendeu o que ele disse.

- Você é profissional. Enxugue as lágrimas! Está se sentindo em casa, amor?
- Roberto…
- Tirando, tirando. Você, amigão do peito, vai colocar todo o teu dinheiro na calcinha dela. E quando as notas acabarem, vai preencher cheques. Risada.

- Cadê a minha bebida, porra?

Enquanto todos desempenhavam os seus papéis, a porta da escada lateral que dava para o segundo andar começou abrir. Roberto apontou o revólver e mandou todos ficarem em silêncio. Uma mulher surgiu com um vestido azul que delineava um quadril experiente e deixava ver metade de cada um dos quatro seios. Seus lábios nunca expressariam mais do que os grandes olhos negros e úmidos, cujos cílios postiços piscavam vagarosamente.

- Não se mexa!

Sussurrando, Roberto disse para o amigo juntar o dinheiro que havia colocado na calcinha da esposa, enfiou tudo na carteira do porteiro e depositou-a delicadamente nas mãos da prostituta. Trancou os três no banheiro e ambos subiram para o quarto.
Ao despi-la, sentou-se na cama e observou a luz da lua cobrindo a pele morena e arrepiada; notou em seus olhos um ardor impetuoso, o desejo felino de seduzir, o qual prenunciava uma luta irresistível; levantou-se, beijou a boca carnuda e deslizou sobre os seios; as argolas que enfeitavam os braços delgados tilintavam, e esse som metálico embalou-os uma, duas, três vezes. Ela sempre em silêncio, ele, como um animal ofegante.
Saiu da cama e pegou um dos charutos do bolso do blazer. Voltou, acendeu-o; os círculos de fumaça iam se alargando até se romperem.

- Como é o teu nome?

Silêncio.

- Não precisa me dizer. Você deve estar assustada. Mas não vou te machucar. A verdade…

O charuto se apagou. Esticou-se para pegar os fósforos e, quando voltou, ouviu pela última vez o tilintar das argolas: ela o degolou com um dos facões árabes que tirou debaixo do colchão…

III

- Roberto… Roberto! Você está dormindo na reunião? Desse jeito a apresentação do projeto vai ser um fiasco, porra. Você quer participar disso ou não? Vai acabar perdendo outra oportunidade. Vamos fazer uma pausa. Vá até o meu carro e traga os meus charutos…

nov 17 2009
POR candice
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GAP – Cheer Factory

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Foi dada a largada para as campanhas de final de ano. A CP+B criou um projeto interessante para a varejista americana Gap. Foi desenvolvido um site no qual as pessoas enviam mensagens personalizadas de final de ano para seus familiares e amigos. Além do e-mail é possível enviar também via Twitter ou Facebook. Uma maneira bacana e diferente para apresentar a nova coleção de inverno da marca. Acesse o site e mande o seu cartão: http://www.cheerfactory.com/

nov 16 2009
POR Stachon
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VotaNaWeb

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PROJETO VOTENAWEB – Um site para você se aproximar das decisões do Congresso Nacional que afetam diretamente a sua vida. Vote e seha ouvido.

Este novo projeto que foi lançado no evento TEDxSP, é uma iniciativa bem bacana ancorada em um site na Internet onde você pode ver e votar nas mesmas leis que os nossos representantes na Câmara e no Senado votam e ver a comparação da sua resposta com o resultado da votação dos políticos.

Pode também acompanhar o representante em quem votou e, pode ainda, pautado em suas respostas, ver o seu grau de afinidade com os políticos, conhecendo – a partir deste ranking personalizado de afinidade – novos candidatos para votar numa próxima eleição; gente que pensa mais próximo daquilo que você pensa e poderia melhor representá-lo. Uma ferramenta incrível para favorecer um voto mais consciente e realmente capaz de representar os interesses de cada um. O site!? Anote aí: http://www.votenaweb.com.br/

Postado por André Camlot

nov 16 2009
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Jim Carey

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Para quem é fã do ator Jim Carey, recomendamos este site. Para que aqueles não são tão fãs assim, também recomendamos. Para os que o detestam, vale a pena desprezar o conteúdo e mesmo assim conferir. Excelente! Genial!

http://www.jimcarrey.com/

 

Candice Dequech

Equipe Getz

nov 16 2009
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Nokia em 2015

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Confira a visão da marca sobre o que será a tecnologia em 2015: integração de plataformas para oferecer serviços diferentes e relevantes para as pessoas. A perspectiva da marca é mais do que criar aparelhos. Ela vislumbra um banco de dados incrível para gerar serviços que façam sentido.

nov 16 2009
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Série de filmes da Campanha BlueMotion Technologies da Volkswagen

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nov 12 2009
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Garry Rowley visita a Getz

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garry - getzO vice-presidente global de eBusiness da Volvo Construction Equipment (VCE), Garry Rowley, juntamente com Suzanne Darie (comunicação de marketing) e Maria Lucía Viacava (eBusiness), visitaram ontem a Getz para conhecer as instalações e assistir a uma apresentação sobre as novas tecnologias e tendências de web marketing, bem como mídias sociais e sua repercussão. Com foco em fatos, em conteúdo (More facts. Less Adds), a ideia foi transmitir a tendência e a busca do consumidor por conteúdo e pela interatividade, e também desmistificar certos tabus do segmento. “Gostei muito do trabalho. A equipe está de parabéns. Competência, simplicidade e objetividade. Excelente!”, disse.Garry.

 

Candice Dequech

Equipe Getz

nov 08 2009
POR Stachon
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Jesus 2000

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Muito loca essa animacao Gospel. Um Jesus DJ com referencias futuristas  que dança moonwalk e se reune com os apostolos na mesa do bar. Blasfemia? Talvez… Stachooooooooon.  Vale a pena:

Nao deixe de clicar no link:

httpv://vimeo.com/6547492

Postado por luis fertonani

Onde eu vi? No jacare Banguela

nov 06 2009
POR Stachon
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Honda no Facebook

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HONDA no Facebook

Confiram abaixo um dos comerciais criados pela RPA para a Honda no intuito de divulgar a comunidade da marca no Facebook. A marca criou um experimento que forma uma espécie de rede conectando pessoas no intuito de mostrar que todo mundo conhece alguém que tem um Honda. Uma brincadeira com os seis graus de separação, desta vez branded.

Fonte: Paula Rizzo

Postado por André Camlot

nov 06 2009
POR Stachon
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Bic no El Ojo

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A TBWA do Uruguai encontrou um jeito bastante diferenciado para promover as canetas Bic. Resolveu produzir um número inteiro da revista Freeway (bastante popular entre os jovens) todinho escrito e ilustrado em caneta Bic. A ação (genial!) rendeu um “El Ojo” em inovação no uso dos meios. Confiram o vídeo:

Fonte: Paula Rizzo

Postado por André Camlot

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Na Getz, trabalho também é prazer.
Quem está aqui sabe a força de um bom improviso e tem que estar sempre pronto para uma Jam Session.

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