
Tiago Stachon, diretor de planejamento.
Uma marca pode ser tudo. Só é preciso se organizar para ser o que a marca quer ser.
Somos uma sociedade sem padrões. Com normas, mas com total esquecimento delas. A sociedade do culto ao belo que bate recordes de obesidade. A sociedade do culto ao politicamente correto que bate recordes de corrupção. A sociedade do sustentável que aumenta cada vez mais a destrutiva e insustentável cadeia produtiva.
Os padrões vão e vem como uma capa de revista ou um novo acessório de moda. Família, Igreja, Estado, indivíduo, sozinho, em grupo, que vira Estado, Igreja e quer uma família. Não mais andamos conforme este mundo, mas o mundo que criamos dentro de nossos mundos. Grandes ou pequenos. Globais, locais, multi ou pluriculturais. A democracia continua sendo a mais cega ditadura daqueles que ditam as regras as quais não conhecem ou respeitam. Faça o que digo, mas não comigo. Meu, seu. Novo? Realmente existe o novo?
As verdades. As verdade? Quais são? Quais? No plural mesmo?
Em baixo do sol tudo é vaidade. E a vaidade é como correr atrás do vento, disse o sábio Salomão. Consumir o que? Por que? Para que? São as nossas perguntas. Perguntas que fazemos todos os dias para entender onde estão as marcas de nossos clientes e para onde elas vão.
A vida é curta. E gostoso deve ser estar nela. Para os belos, corruptos, corretos, incertos ou orgulhosos. De família deste mundo humano e orgulhoso.
Faço aquilo que me orgulho em ver o resultado, e não no lucro que me sobra. Afinal, podemos ser tudo. Basta apenas se organizar para sermos o que queremos ser.
Tiago Stachon – Getz