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A cada dia que passa fica mais claro que o atendimento “Amigão” é uma espécie em extinção. Palestras e relatos de gurus da comunicação mundial colocam o ser atendimento como algo primordial para qualquer agência que queira dar certo; não preciso ir muito longe para citar alguns exemplos: Cannes 2010, Chuck Porter – um dos fundadores da CP+B.
“Atendimentos Ninja. São eles os responsáveis por fazer o trabalho ganhar vida.”
Ou, ainda, Márcio Santoro, sócio e vice-presidente executivo da agência África:
“Leva e traz das agências? Não, o profissional de atendimento passa a ser elemento de integração.”
Mas do que se trata o maldito atendimento ninja, o elemento de integração?
Pra começar, é importante entender que agência de propaganda não é um clubinho da alegria cheio de gente descolada, é uma empresa; e, como qualquer outra, precisa dar lucro. O fator empreendedorismo e farejador de oportunidades precisa estar ligado diariamente no profissional que está à frente do processo.
Liderar projetos que envolvem várias pessoas sem mandar em ninguém não é uma tarefa fácil; para isso, é preciso ter um senso de liderança aguçado, entender de comunicação como um todo, ser multidisciplinado, ser um pouco mídia, um pouco produtor, um pouco criativo, enfim, de tudo um pouco. Ter equilíbrio emocional para trabalhar sob pressão e responsabilidade extrema; e, ao mesmo tempo, ser louco e corajoso o bastante para manter o nível altíssimo de ousadia e criatividade em cima das contas que administra.
É preciso ser parceiro das pessoas com quem você trabalha. Se, por sua culpa ou não, a equipe vai virar a noite para resolver um problema do SEU cliente, caia de cabeça junto. Não é porque não vai ajudar efetivamente na produção da campanha que você vai puxar o carro e torcer para que tudo dê certo. Fique junto, certifique-se de que tudo vai ficar pronto e, de quebra, use o resto do tempo para bolar uma apresentação criativa, para que toda a energia investida nesse trabalho não tenha sido em vão.
Gere conteúdo inteligente em seus briefings, pois as pessoas só vão começar a prestar atenção no que você fala e escreve quando sentirem que você tem algo relevante a dizer.
Quando um atendimento passa muito tempo atendendo um mesmo cliente, acostuma-se a escrever cada vez menos em seus jobs; primeiro, porque os calendários se repetem e, depois, por julgar que os demais profissionais da agência já sabem o que você tem para falar. Vai aqui uma novidade: apesar de você fazer a mesma ação ano após ano, o mundo muda todo dia.
Antecipe-se aos cenários. Organizar a vida dos seus clientes em relação à comunicação vai ajudar muito no desenvolvimento do trabalho. Só dessa forma os imprevistos vão ser encarados como imprevistos e serão menos dolorosos para todos.
Comece a encarar o resultado do trabalho da equipe como resultado do seu trabalho. Se você não concorda com o que está apresentando, nunca vai conseguir convencer outra pessoa de que aquilo é bom. Questione o que está sendo apresentado a você, pergunte de onde aquilo surgiu, apaixone-se pelo trabalho e defenda-o com segurança, dados e muita referência.
Torne-se uma dupla do planejamento sempre que for possível. O planejamento tem por essência pensar na contramão do que todos estão pensando.
Discuta e entenda por que a mídia selecionou os veículos propostos. Isso vai ajudá-lo a fugir dos gostos pessoais do seu cliente – que vão agradá-lo, mas que não vão trazer resultado algum para ele.
Homens e mulheres de negócio, líderes, comunicadores, entusiastas, psicólogos, seres imprescindíveis para a vida de seus clientes e de seus colegas de trabalho, esses são alguns pré-requisitos para um bom atendimento.
Por: Fernando Gonçalves
Na Getz, trabalho também é prazer.
Quem está aqui sabe a força de um bom improviso e tem que estar sempre pronto para uma Jam Session.
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