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Como falar de tudo e com todos dentro e fora de uma agência de publicidade? O que nos faz pensar nisso é quando vemos que não existe uma única maneira pela qual todos nos entendam e nos atendam. Não há uma fórmula que se possa seguir e que funcionará sempre. Precisamos ter “jogo de cintura” para lidar com pessoas e situações.
Analisando um pouco os departamentos de uma agência (criação, mídia, produção gráfica, atendimento e por aí vai…), percebemos que cada um deles – e, dentro deles, os profissionais que os compõem – exige de nós uma linguagem específica para abordar determinados assuntos. Precisamos saber exatamente como falar, como agir e como abordar. Trabalhar quase como um psicólogo. Com alguns, uma troca de ideias; com outros, falar exatamente o que se quer. Tem o povo para deixar o assunto mais aberto, mas tem também os que demandam uma discussão mais a fundo. E é aí que o bicho pega, pois, no meio da correria do dia a dia, dos jobs de última hora, das estratégias a serem boladas, do operacional da conta, encaramos vários pequenos desafios que exigem postura e raciocínio de abordagem diferentes a cada 5 minutos. Com os clientes a coisa não é muito diferente. Talvez um pouco mais tranquila. Não a cada 5, mas a cada 10, e por telefone, entre uma reunião e outra.
A diversidade de clientes é outro fato que deve ser levado em conta. Isso porque um é varejo, ele não quer saber de teoria, precisa ser prático, direto, rápido, sem meias palavras. O outro é institucional, precisa que seja contada toda a história da arte e da propaganda, quer que o atendimento defenda as peças de forma a explicá-las, de onde vieram, para onde vão.
O industrial trabalha com padrões rígidos, de produção, de criação, de pensamento.
O do ramo alimentício necessita um cuidado específico com relação à imagem; seus produtos são sua vida e alguns estão na fase de aprender com a agência.
Tem também o comunicador, que quer ser encantado, surpreendido a cada reunião (sempre um verdadeiro show).
Existem os carentes, que precisam de uma atenção especial de tempos em tempos, mas que no contexto em geral precisam ser freados para que não se tornem um trem desgovernado com tanta demanda.
Cada um, agência ou cliente, necessita uma forma diferente de se trabalhar. Um ritmo. Com alguns podemos ser mais extrovertidos, já com outros precisamos ser mais técnicos, altamente explicativos, sempre falando a língua que cada um entende. Sem contar que o ouvir também é uma prática importante. Procurar entender o real significado das palavras, prestar atenção, medir e analisar o que falamos, com quem falamos antes de alguma ação, saber quando demonstrar ou não algo que agrada ou desagrada.
O fato de sermos profissionais de comunicação exige habilidades mínimas de relacionamento, e falar essas línguas com clareza é parte integrante do papel do atendimento.
Postado por: Renata Mendes
Na Getz, trabalho também é prazer.
Quem está aqui sabe a força de um bom improviso e tem que estar sempre pronto para uma Jam Session.
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