Tempo do Sujeito + Tipping Point + HumanKind | 2,3 e 4 de 4

Demorou, mas está aqui. Não tinha melhor jeito para explicar minha teoria. Se você construir um eixo forte juntando HumanKind + Tipping Point + Tempo do Sujeito, o resultado é surpreendente.

Rio 2016. Fomos eleitos. Mas o que isso tem a ver com propaganda e minha teoria de planejamento. Vou tentar explicar.
Qual foi o HumanKind do Rio2016 (Conceito Humano)?
“O Brasil é o país da vez.”

Esse é o conceito humano da marca Rio2016. Um conceito que está antropologicamente impresso no planeta. Não somente pelas peripécias seguidas de nosso governo e economia, que nos possibilitou uma breve
passagem pela crise mundial, mas pelo exemplo que todos os brasileiros carregaram por gerações Brasil a fora em suas viagens para tentar a vida nos mais diversos continentes; pelos empresários que esquentam nosso comércio exterior dando ótimos exemplos de como esse país continental pode servir e acrescentar ao mundo, sem nenhuma imposição política e econômica, mas porque somos a melhor opção; além de outros exemplos que honram nossa pátria verde e amarelo.
Entre várias características, essas são bons exemplos que desenvolveram esse conceito humano, e permitiram que dentro (nas entrelinhas), o sentimento de ser a bola da vez ficasse muito claro e disposto a ser demonstrado.
A Reação do HumanKind:
“Ok, é a hora do Brasil.”
Esta foi a reação dos eleitores. Acreditaram nisso e votaram no Brasil tendo como eixo esse conceito humano.
Tempo do sujeito: (Tempo Individual)
Toda decisão precisa também de uma convicção individual madura, que faça o indivíduo, no caso aqueles que votaram no Brasil, aumentarem sua convicção. A informação que estava no tempo do sujeito eminente, nesse caso, se mistura a avaliação social e global em incentivar um país latino, e conseqüentemente toda a América Latina, a se aproximar do mundo que cada vez mais retorna é um só. Então, o tempo do sujeito para a decisão estava pronto em cada indivíduo que acompanhou por várias olimpíadas, somente a participação de países privilegiados, distantes sociamente e politicamente da imagem dos países Latino Americanos sem dinheiro no banco. Resumidamente, o tempo de cada sujeito que votou para o Brasil falava:
“Vou permitir que a América Latina também tenha o privilégio de sediar uma olimpíada”.
Veja abaixo os argumentos do Lula e o vídeo que segue a defesa de nosso presidente.
Tipping Point: (tempo antropológico)
O que estava maduro, pronto para “virar”, emplacar, dar certo, brotar, e outros adjetivos que significam “sucesso na comunicação” era a somatória dos “Tempo do sujeito” e do “HumanKind” e se traduz em uma simples sentença: É a hora do Brasil. É a hora da América latina.
Se você prestar atenção nos discursos dos representantes da delegação brasileira, verá que com uma exemplar maestria, evidenciam esses pontos e trazem a IOC (jurado) a decisão final. A formatação criativa nos filmes de Fernando Meireles com todos os argumentos racionais muito bem embasados por Lula, Eduardo Paes (prefeito do Rio), Sérgio Cabral (governador) e Henrique Meirelles (Presidente do Banco Central) tornaram o produto Rio2016 inquestionável racionalmente e emocionalmente.
Concluo esse artigo sobre minha teoria de planejamento feliz com a aplicabilidade e didática do exemplo, feliz em saber que mais uma vez a publicidade verdadeira não só vende produtos e esquenta a economia, mas é capaz de servir a sociedade, a uma nação e por que não o mundo. Al Gore já mostrou isso. Obama já usou isso. Curitiba já provou isso com a campanha do 190Km é crime e agora nossa pátria amada, idolatrada. Salve. Salve.
Stachon






Podemos entender facilmente Tipping Point quando estudamos a campanha de Obama. A instabilidade estava em comandar o grito da mudança (Yes we can). A estratégia que primeiro realmente propôs uma mudança radical para problemas e resultados radicais. Essa é uma das razões do sucesso da campanha.